domingo, 21 de agosto de 2011

Publicidade na construção da imagem


Propaganda da Nivea é acusada de racismo



A própria empresa admitiu o erro e prometeu não veicular mais a peça







Divulgação
Propaganda da Nivea
Propaganda da Nivea: um aviso de que homens podem se tratar melhor, ou racismo mesmo?
São Paulo - A Nivea foi envolvida num escândalo por conta de uma das suas mais recentes campanhas publicitárias. Muitas pessoas consideraram a peça em questão racista e fãs da cantora Rihanna chegaram a pedir que ela se afastasse da marca – da qual é garota-propaganda.
Na imagem, um homem negro, barbeado e com o cabelo bem cortado, se prepara para arremessar longe uma versão mais "roots" de si mesmo: cabelo afro e barba por fazer. Aconselhando o uso de um produto da marca, a agênia DraftFCB adotou o seguinte texto: "re-civilize yourself", algo como "recivilize-se".
Formou-se uma discussão em torno do assunto e internautas chegaram a fazer comentários como "a Nivea afirma que os negros não são civilizados", enquanto outros diziam que a campanha era "assumidamente racista".
A ação, entretanto, é composta por outra peça, com um homem branco – também bem afeiçoado, de terno e gravata - segurando uma cabeça barbuda e cabeluda. O texto diz que "Sin City não é uma desculpa para se parecer com o inferno" e revela a real intenção da ação: mostrar que os homens podem se cuidar melhor. Parte das pessoas que comentavam a polêmica dizia exatamente isso.
Para não alongar a discussão, a própria Nivea se manifestou. Pelo Facebook, a marca agradeceu pelo feedback e assumiu que a peça é "inapropriada e ofensiva". "Nunca foi nossa intenção ofender ninguém, e por isso estamos profundamente arrependidos". Segundo a empresa, o anúncio não será mais usado.
As informações são do Advertising Age.

Fonte: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/propaganda-da-nivea-e-acusada-de-racismo

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Linha do Tempo da História da Língua Portuguesa


Linha do Tempo da História da Língua Portuguesa - do berço indo-europeu ao português moderno.

clique nas imagens abaixo para ampliá-las!

FIG. 1


FIG.2

FIG.3

FIG.4

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Caleidoscópio de visões:


a teia interminável do saber e da verdade

13 de agosto de 2006.

Por Solange Pereira Pinto

6 bilhões de outros (clique aqui) "olhares"



Numa sexta-feira estava na Toca do Chopp com uma amiga, discutíamos episódios nada, digamos, convencionais da vida. Gargalhadas depois, em certo momento analisávamos um fato específico: se naquele instante o proprietário do bar resolvesse contratar alguém para narrar sobre como “é ou está” o seu estabelecimento? Decerto histórias contraditórias, complementares, semelhantes, estranhas, apareceriam.

Um cliente mais sóbrio e solitário poderia dizer que o ambiente está neutro demais. Já as amigas animadas, na primeira fileira, poderiam superficialmente dizer que nem repararam muito, mas que iriam escrever uma análise. O garçom atarefado podia revelar o quanto gosta de equilibrar bandejas em um ambiente noturno. Ou não. O caixa daria sua versão econômica, talvez. A menina de óculos, sozinha, esperando a lua baixar, poderia romanticamente dizer sobre noite, as nuvens e os chopps iluminados e seus colarinhos espumantes. O senhor da mesa ao lado do banheiro narraria uma história de entra-e-sai no melhor estilo a cevada e seus poderes diuréticos. O jovem enamorado diria que o caldinho de feijão não pega tão bem nessa hora de hálitos ingênuos. E, ainda, tantas outras versões seriam possíveis.

Mas, qual seria a história melhor? Ou a melhor história... Quem deteria a verdade em linhas escritas a partir de olhares e parcialidades de uma noite espreitada da cadeira de um bar? Todos e ninguém.

Relatar, compor uma narrativa, seja de fatos reais ou imaginários, é uma costura de cenas e detalhes selecionados pelo autor. Observar, escolher, analisar, escrever são verbos que passam sempre pelo sujeito.

Voltando à hipótese lançada no início, qual composição seria escolhida para representar aquele momento? Depende. Quem faria a seleção? Se um júri fosse formado tentando-se um “julgamento mais imparcial”, mais perto do “senso comum”, ainda assim passaria pelo crivo dos julgadores, suas referências, cultura e preferências.

O que se passa pelo olhar, se passa simultaneamente pelo ser e o contexto. Quem dá significado às coisas, também aos acontecimentos, é o indivíduo (sua percepção e o momento). É pela interação com algo/alguém que os organismos vivos “apreendem”, transformam e são transformados. Sendo que não há exatamente em uma conseqüência previsível para as inúmeras combinações e possibilidades.

Estamos, ultimamente, tão acostumados (treinados) ao senso de utilidade e à busca de “resultados” que passamos parte do tempo a procurar a serventia de tudo, formulando teorias e disseminando dogmas. E, o pior, acreditando que os olhares dos outros estão mais “corretos ou incorretos” (maniqueísmo) diante do nosso. Para que serve a arte? Para que serve a poesia? Para que serve a literatura? Para que serve uma cadeira...

As histórias da humanidade e das culturas, de cada ser humano e dos grupos, são permeadas de subjetividades. São cacos coloridos, recortados e pintados por pessoas com atributos variados, que formam um grande calidoscópio. Cada giro pode gerar nova cena, num jogo ótico sucessivo de reflexos que formam imagens em constante mutação.

“Conter a verdade” é o mesmo que não poder piscar em plena ventania. Fazer história, viver, talvez seja simplesmente manusear um calidoscópio de visões multifacetadas, e olhar por uma interminável teia de saberes e verdades, acrescentando, se possível, mais um pedaço, no tom que for lhe mais belo. Ou não...


terça-feira, 29 de março de 2011

Que imagem você tem das mulheres?



Que imagem você tem das mulheres?

29/03/2011 

por Letícia Sorg é repórter especial de ÉPOCA em São Paulo.

Feche os olhos e pense numa mulher famosa. Não sei em quem você pensou, mas são grandes as chances de essa mulher ser magra, alta, ter cabelos longos – provavelmente lisos –, seios generosos e bumbum perfeito. Não é coincidência que seja assim. A maioria absoluta das mulheres que vemos na TV, no cinema, nas revistas seguem essa receita para o sucesso: a beleza.
Claro que há muitos caminhos para o sucesso, mas ser bonita – e se tornar modelo-atriz-apresentadora – virou uma versão feminina do sonho dos meninos de ser jogador de futebol. E nós não estamos fazendo muito para mostrar que há, sim, outras possibilidades para um futuro bem-sucedido. Essa é a tese do documentário Miss Representation – cujo título brinca com “misrepresentation” (representação errada, deslocada) e “Miss Representation” (algo como representação delas). Exibido pela primeira vez no Festival de Sundance, o filme ganhou espaço em algumas salas de Nova York e deve ser transmitido pelo OWN, canal de Oprah Winfrey, em outubro.
O foco do documentário, dirigido por Jennifer Siebel Newsom (na foto), é como a mídia em geral retrata as mulheres e como, de certa forma, essa imagem restringe as ambições das meninas no futuro. (Link do Documentário Newest Miss Representation Trailer (2011 Sundance Film Festival Official Selection) from on Vimeo.)
As meninas entrevistadas dizem coisas como: “As pessoas não dão valor para a inteligência da mulher, só para seu corpo”; “Tenho amigas que vão ao banheiro colocar 5 kg de maquiagem, mas você está na escola para aprender!”; “Lembro-me de me preocupar com meu peso na quinta série. Agora estou na nona série e continuo preocupada com meu peso”.
Jennifer Newsom afirma que fez o filme para dizer que as mulheres têm que ser julgadas por sua capacidade, não por sua aparência. O trailer mostra como as mulheres na política – como Hillary Clinton e Sarah Palin – tinham que responder também por suas rugas ou por seus seios durante a campanha.
O projeto teve o apoio de políticas como Condoleezza Rice e Nacy Pelosi, atrizes como Jane Fonda e Geena Davis e apresentadoras de TV como Katie Couric. A atriz e ativista Rosário Dawson resumiu a importância da mídia para as meninas: “Você não pode ser o que você não pode ver”. Por isso, precisamos de mais do que peitos, bundas e beleza para inspirar as garotas a buscar um outro caminho para o futuro.
Um exemplo da importância da imagem para as crianças foi a recente eleição de Dilma Rousseff à presidência do Brasil. A Isabel até escreveu que sua filha chegou a ficar em dúvida sobre seguir a carreira de princesa ou presidenta…
Corro o risco de ser tachada de “a feminista chata” do Mulher 7×7 com esses posts que faço. Mas acho importante nossas meninas terem modelos de sucesso inspiradores – e variados. E você, o que acha da tese do documentário: é importante reduzir a quantidade de mulheres-objeto para que as meninas possam se sentir mais livres para pensar no futuro?
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Veja também: sobre propagandas da Bombril
Maria do BBB11 e a revolução das periguetes

domingo, 20 de março de 2011

Filosofia, Semiótica e Poder

Palestras por Jorge Melchiades Carvalho Filho









Demonstra que não é só o homem que possui uma linguagem simbólica (um tipo de gazela se comunica pelos movimentos da cauda) Então, o homem cria linguagem simbólica, o IDIOMA, o qual é artificial, salientando que o que não é invenção do homem, é natural (árvore, p. ex) Demonstra que o idioma, as palavras, o conhecimento obtido através dos sentidos nada tem a ver com a realidade, bem como as CRENÇAS e que, na transmissão de conhecimentos,percebe-se o CONTROLE de um para com outro.




Demonstra como funciona o mecanismo psicológico do controle e a questão dos símbolos para o exercício desse controle.





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Exercício: Assista aos vídeos, faça um resumo e responda à questão: Segundo o palestrante Jorge Melchiades, como nos tornamos humanos? 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A semiótica de Charles Sanders Peirce por Júlio Pinto - PUC-Minas






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EXERCÍCIO: Assista aos vídeos e reflita sobre as frases abaixo. Em seguida, desenvolva sua compreensão por escrito, exemplificando: 

1) "A semiótica é um jeito de olhar, perceber e comunicar com o mundo".

2) "A linguagem é composta (sua matéria) por representações abstratas; ou seja por coisas (ideias) que estão no lugar das outras coisas (objetos/ideias) e que não são as coisas (em virtude de estar no lugar delas) por estarem no lugar das quais elas estão". 

3) "A ideia que faço do mundo não é exatamente o mundo. A ideia que faço do mundo é composta por signos do mundo e, portanto, não é o próprio mundo. Ou seja, a minha linguagem sobre o mundo não tem quase nunca que corresponder àquele mundo, mas é uma espécie de mapa desse mundo. O mapeamento é o mundo interno". 

4) "Não há jeito de pensar sem signos (Peirce). Portanto, não podemos estabelecer nenhuma comunicação sem signos".

5) "Quando percebemos o mundo, nós percebemos são os signos. Assim, nossa percepção do mundo não é igual ao mundo".

6) "Cada um vê o mundo de uma maneira".

7) "Nossos signos estão aquém ou além do mundo, nunca igual ao mundo".

8) "No jornalismo sabemos que nenhum relato sobre o fato irá corresponder inteiramente ao fato".

9) "O fato só é verdadeiro no momento em que está acontecendo, depois disso não mais será; passará a ser uma representação".

10) "Só consigo ver aquilo que estou equipado a ver".

11) "O mundo todo não será percebido mesmo".

12) "A percepção está na base da linguagem"

13) "Como percebemos o mundo é o que sustenta nossa incursão nas ideias (semiótica) de Charles Peirce".

14) "Três jeitos de percepções de mundo: 1) sensação indefinida; emoção difusa, fugaz, não reflexiva; o presente que não se capta: "vejo sem saber que estou vendo" (primeireza ou primeiridade); 2) relação de duas coisas: sujeito e passado; condição mínima para existir; há que ter uma relação de coisas para dizer "isso existe", estar perante algo; relação binária que significa estar aqui, estar ali  (secundeza ou secundidade); 3) reconhecer e nomear; operação triádica: objeto, ver (imagem), memória (que interpreta a imagem) = há algo lá fora (objeto), que é visto aqui dentro (imagem) e é comparado com algo já visto anteriormente (significado),  (terceireza ou terceiridade).

15) "Mônadas: qualidades que estão presentes nos objetos (signos), servem para caracterizar os  objetos,  mas estão também presentes em outros objetos. Ela está lá, porém não é o signo. É algo destacável do objeto e que pode estar em outros signos". (a "azuleza", p.ex. céu azul, camisa azul, tela azul).

16) "A linguagem tem um componente de memória. Isso significa 'aquilo que vai ser lembrado' na hora em que o objeto aparecer".


17) "Reconhecer é ver e comparar. É o reconhecer que me ajuda a nomear".


18) "A linguagem só me ajuda a ver o mundo, por que o mundo já foi visto por ela e eu já vi o mundo por ela antes"


19) "O signo visto por mim refere-se a um conceito de algo que interpreto como sendo análogo a minha memória, isto é um outro signo. A memória é o registro de uma representação (algo passado) e podemos ligar uma imagem à uma memória (sistema de signos)".


20) "O símbolo é a convencionalidade. É a memória do nome do objeto junto com a memória do objeto".


21) "Todo conhecimento é uma linguagem".


22) "O mitos são símbolos".


23) "Muito objetos de consumo são consumido por seu valor de símbolo e não por seu valor de objeto"


24) "Toda linguagem, segundo Peirce, é uma linguagem de três".


25) "Toda interpretação se interpõe entre alguém que vê e algo que é visto".




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